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O QUE O INSTITUTO REPRESENTA?

O Instituto Shirley Djukurnã Krenak é uma organização social não governamental que surgiu com o objetivo de formalizar as inúmeras atividades e projetos que são desenvolvidos por Shirley Krenak, liderança indígena do povo Krenak. Atualmente, o ISDK busca fomentar atividades educacionais com base na ancestralidade indígena e na íntima conexão que os índios com a mãe-terra. Ademais, o Instituto tem foco nas ações que visam o Ben-Viver, promovendo projetos de assessoria técnica e jurídica às associações indígenas e promovendo a segurança alimentar a diversas pessoas que lutam pela terra no leste do estado de Minas Gerais. O ISDK, além disso, enquanto associação não-governamental busca promover e incentivar projetos que são baseados em práticas agroecológicas e que objetivam recuperar e reflorestar áreas degradas pelos não-indígenas.

Por uma terra sem males. . . Ererré!

QUEM É SHIRLEY KRENAK?

​Ativista indígena, indígena ativista. Talvez, esse par de palavras arranjadas neste trocadilho seja a melhor maneira de começar a me apresentar. Sou Shirley Djukurnã Krenak, uma mulher nativa do Brasil. Desde meus 13 anos de idade, respondo ao chamado da mãe-terra para ser uma representante dos direitos indígenas e, principalmente, lutar pela preservação do meio-ambiente e da espiritualidade ancestral. Hoje, aos 40 anos, dedico-me em corpo e em alma à luta das mulheres indígenas, algo herdado desde meu nome tradicional, Djukurnã: mulher sempre disposta, pois é portadora do espírito que nunca envelhece.​ ​​Pertenço ao povo indígena Krenak, localizado às margens do Watú (Rio Doce), no leste do estado de Minas Gerais. Muitos dos meus conhecimentos tradicionais foram aprendidos através da sabedoria 

de meu pai, Waldemar Itchó Itchó Krenak, ao redor de uma fogueira na beira do Rio Doce, nosso parente sagrado. Meu povo, talvez, tenha sido o principal paradigma na história da invasão europeia e da expansão religiosa sobre os povos ditos “sem fé, sem lei e sem rei”. Inimigos declarados da colônia, encurralados e escravizados no Império, expulsos das terras tradicionais e aprisionados na República, os Krenak foram o campo de experimentação da arrogância da razão ocidental, que no afã de “descobrir” o exótico deixou o espírito padecer, restando o corpo que vaga sem sentido na mãe-terra. Desde o Príncipe Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied e Curt Nimuendajú, a cultura do meu povo é objeto de usurpação: levaram nossos corpos, crânios, artefatos sagrados e até indivíduos Krenak para o velho mundo. Como meus irmãos e eu dizemos, se nosso povo ainda persiste na resistência sem fim, é porque nosso ato de existir implica no resistir cotidiano. Porém, essa história de violência apenas compõe do trabalho do meu trabalho, pois contra o ódio do homem branco, apresento a cura pela ancestralidade indígena. 

©Instituto Shirley Djukurnã Krenak 2022 | CNPJ: 37.851.560/0001-60
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